No último dia 19 de maio, o Comitê Técnico Científico (CTC) se reuniu virtualmente para a aprovação da primeira macroentrega do Plano de Desenvolvimento de Competências (PDC) de 2025, projeto que propõe uma abordagem inovadora para ampliar a eficiência do controle biológico de pragas por meio da biotecnologia aplicada a compostos naturais produzidos por microrganismos.
O CTC é formado por um representante da Unidade EMBRAPII, um representante da EMBRAPII, e por representantes do setor industrial. Nesta reunião, estiveram presentes, da Unidade EMBRAPII, o Diretor Geral, professor Sérgio Azevedo, a Diretora de Prospecção e Negociação, professora Márcia Luzia Rizzato, o Coordenador de Gestão de Projetos, professor Joelmir José Lopes, e o Coordenador de RH, Marcos Bassoli. Da EMBRAPII, o representante foi o analista Rovanir Baungartner. Por fim, houve a participação de representantes de três empresas: Elitamara Morsoleto, da Industria Morsoleto Controle Biológico; Josegueri Celeri e Gustavo Alexandre Boscon, da J&C Ferreira Pesquisa e Desenvolvimento; Hernane Barud, da Biosmart Nanotechnology Ltda; e Olivia Diulen Costa, da Origem Biotecnologia. Também houve a participação da pesquisadora externa Dra. Fernanda Nascimento.
A iniciativa busca desenvolver um novo bioinsumo agrícola com potencial de atuar como facilitador biológico, fortalecendo estratégias sustentáveis no manejo de insetos de importância econômica. A pesquisa está focada na construção de uma rota biotecnológica inédita para obtenção de um metabólito de interesse agrícola produzido por fungos entomopatogênicos. O trabalho envolve desde a otimização do processo fermentativo até o desenvolvimento de formulações estáveis e escaláveis para aplicação no setor agropecuário.
Entre as etapas do projeto estão a definição de parâmetros nutricionais e operacionais para maximizar a produção do composto bioativo, o desenvolvimento de tecnologias de estabilização e armazenamento, além da avaliação da atividade biológica do produto em associação com agentes de controle biológico já utilizados no campo.
Os pesquisadores esperam obter um processo produtivo reprodutível e com potencial de escalonamento industrial, contribuindo para aumentar a eficiência e a independência logística de bioinsumos agrícolas. Outro diferencial da tecnologia é o potencial de ação sinérgica com microrganismos utilizados no controle biológico, ampliando o desempenho das estratégias sustentáveis de manejo de pragas.
A iniciativa acompanha a crescente demanda do agronegócio por soluções de menor impacto ambiental e reforça o avanço das pesquisas nacionais em biotecnologia aplicada à agricultura. O projeto também poderá contribuir para a expansão do mercado de bioinsumos, setor que vem apresentando forte crescimento no Brasil e no mundo devido à busca por alternativas mais sustentáveis aos defensivos químicos convencionais.
Além da aprovação da primeira macroentrega do PDC 2025, o Comitê também deliberou a aprovação do projeto do PDC 2026, voltado para a área de segurança alimentar.
Desde sua fundação, em 2021, a Unidade EMBRAPII IFSP já ultrapassou 25 projetos de inovação em todo o Brasil, com investimentos de mais de R$ 11 milhões.